Participação dos purinoceptores nas disfunções cardíacas e autonômicas em animais geneticamente hipertensos

Participação dos purinoceptores nas disfunções cardíacas e autonômicas em animais geneticamente hipertensos

Título alternativo Participation of purinoceptors on the cardiovascular and autonomic dysfunctions in genetically hypertensive animals
Autor Galvao, Kleber de Magalhaes Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Caricati-Neto, Afonso Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo O presente estudo investigou em ratos geneticamente hipertensos (SHR) a participação dos purinoceptores P1 e P2 nas disfunções cardíacas e autonômicas na HAS, por métodos farmacológicos (efeito de agonistas e antagonistas seletivos), de biologia molecular (RT-PCR) e eletrofisiológicos (amperometria de vesícula única). Os resultados deste estudo mostraram que: (1) a ADO e seus análogos estáveis (CPA e NECA) produziram um efeito inotrópico e cronotrópico negativo em AD e AE de NWR e SHR, sendo que o bloqueio desses efeitos pelo antagonista seletivo dos receptores A1 (DPCPX), mas não pelo antagonista seletivo dos A2 (ZM 241385) ou dos A3 (MRS 1220), a ordem de potência dos agonistas seletivos dos P1 (CPA > NECA > ADO) e a ausência de efeito do agonista seletivo dos A3 (IB-MECA) indica a participação dos A1 nestas respostas em NWR e SHR, (2) a potência da ADO e de seus análogos (avaliada pelo valor de pD2), mas não a eficácia desses (avaliada pelo valor de Emax), para produzir o efeito inotrópico e cronotrópico negativo foi menor em SHR indicando que a função dos A1 atriais pode estar alterada na HAS, (3) o ATP e seus análogos estáveis (ß?-mATP e aß-mATP) produziram um efeito inotrópico e cronotrópico negativo (inicial) seguido de um efeito inotrópico positivo (tardio) em AE e AD de NWR e SHR, (4) o bloqueio do efeito inotrópico e cronotrópico negativo do ATP e de seus análogos pelo antagonista seletivo dos A1 (DPCPX), mas não pelos antagonistas seletivos dos P2 (PPADS e Suramin), dos A2 (ZM 241385) e dos A3 (MRS 1220) indica a participação dos A1 nesta resposta em NWR e SHR, (5) a potência do ATP e de seus análogos, mas não a eficácia desses, para produzir o efeito inotrópico e cronotrópico negativo foi menor em SHR reforçando que a função dos A1 atriais pode estar alterada na HAS, (6) o bloqueio do efeito inotrópico positivo do ATP e de seus análogos pelos antagonistas seletivos dos P2X (PPADS e Suramin) e bloqueadores de Cavs tipo L (Nifedipina), mas não pelos antagonistas seletivos dos A1 (DPCPX), dos A2 (ZM 241385) e dos A3 (MRS 1220) indica a participação dos P2X nesta resposta em NWR e SHR, (7) a eficácia do ATP e seus análogos, mas não a potência desses, para produzir o efeito inotrópico positivo foi maior em SHR indicando que a função dos P2X atriais pode estar alterada na HAS, (8) estimulação elétrica (EET) ou farmacológica (DMPP) dos nervos simpáticos cardíacos produziu um efeito inotrópico positivo em AD e AE de NWR e SHR indicando a participação dos neurotransmissores simpáticos (NA e ATP) nesta resposta, (9) o efeito inotrópico positivo produzido pela estimulação dos nervos simpáticos cardíacos (EET eDMPP) foi bloqueado pelo antagonista seletivos dos P2X (PPADS) e dos canais de Na+ neuronais (tetrodotoxina), mas não pelo depletor dos estoques neuronais de NA (reserpina), indicando a participação do ATP liberado pelos nervos simpáticos nesta resposta, (10) o aumento do inotropismo atrial produzido pela estimulação dos nervos simpáticos cardíacos (EET ou DMPP) foi maior em SHR indicando que a função desses nervos pode estar alterada na HAS, (11) os agonistas seletivos dos A1 (CPA) reduziram o efeito inotrópico e cronotrópico positivo produzido pela ativação dos ß-adrenoceptores (isoproterenol) em AE e AD de NWR e SHR indicando que os A1 podem atuar na regulação da atividade simpática cardíaca por meio de um antagonismo funcional entre os receptores A1 e os ß-adrenérgicos, (12) a redução do efeito inotrópico e cronotrópico positivo mediado pelos ß-adrenoceptores foi menor em SHR indicando que a atividade anti-ß-adrenérgica dos A1 atriais pode estar atenuada na HAS, (13) o aumento da atividade dos P2X em AE e AD de SHR poderia estar relacionado com a alteração da expressão dos subtipos de P2X atriais na HAS, visto que os estudos de biologia molecular (RT-PCR) para detecção dos mRNA dos subtipos de P2X mostraram que o AD e AE de SHR expressam diferentes subtipos de P2X em relação ao NWR, (15) o AD de SHR expressa somente o mRNA dos P2X4 enquanto o AD de NWR expressa o mRNA dos P2X2, P2X3, P2X4, P2X6 e P2X7, além disso a expressão relativa dos P2X4 foi menor em SHR e ambos não expressam o P , (16) o AE de SHR expressa o mRNA dos P , P2X3, P2X4, P2X6 e P2X7 enquanto o AE de NWR expressa todos estes e adicionalmente P2X2, além disso a expressão relativa dos P2X1 e P2X7 foi maior em SHR, (17) a secreção de catecolaminas induzida por agentes despolarizantes de membrana (KCl) foi maior em CCA de SHR, indicando uma disfunção desta secreção na HAS, (18) esta secreção foi inibida pelo ATP e pelo agonista seletivo dos P2Y 2-MeSATP em NWR e SHR, indicando a participação dos P2Y nesta resposta, porém o efeito inibitório do ATP e do 2-MeSATP sobre a secreção de catecolaminas foi maior em SHR indicando uma disfunção desses receptores na HAS. Em conclusão, os resultados obtidos no presente estudo indicam que as purinas produzidas pelas células cardíacas e catecolaminérgicas (neurônios simpáticos e células cromafins adrenais), em especial o ATP e a ADO, podem desempenhar um papel importante na regulação autonômica da função cardiaca em animais normotensos e hipertensos. Esta ação regulatória das purinas é mediada principalmente pelos receptores P1 (A1) e P2 (P2X) localizados nas células cardíacas atriais e P2 (P2Y) localizados nas células catecolaminérgicas. Entretanto, a função desses receptores parece estar alterada na HAS devido principalmente a alteração de sua expressão e/ou afinidade ou ainda de mecanismos de regulação desses receptores (sinalização intracelular).#Receptores Purinérgicos#Hipertensão#b#4
Assunto Receptores Purinérgicos
Hipertensão
Idioma Português
Data 2009
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2009. 159 p.
Editor Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 159 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/10277

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