O líqüido cefalorraqueano na linfogranulomatose venérea

O líqüido cefalorraqueano na linfogranulomatose venérea

Título alternativo The cerebrospinalfluid in the lymphogranuloma venereum
Autor Prado, Erasto Google Scholar
Reis, J. Baptista Dos Autor UNIFESP Google Scholar
Bei, Antonio Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Resumo Many authors consider the Lymphogranuloma venereum as an infectious disease caused by virus invading the whole organism, including the nervous system. In these cases, the cerebrospinal fluid examination is very helpful, but the studies accomplished are not satisfactory. That is why we did some research work. We got together 68 patients presenting this disease. The cerebrospinal fluid tests were made in all phases of the illness: we examined the cerebrospinal fluid of 9 asymptomatics patients, 7 with initial chancre, 3 with inguinal buboes, 30 with proctitis without stricture, 8 with both stricture and proctitis, 4 with stricture and proctitis and fistulas, 5 with esthiomene, 1 with stricture without proctitis and 1 with balanitis. All these patients did not present clinical symptomatology of meningoencephalitis, but only slight symptoms such as irritability, headache or other pains were observed in some of them. The cerebrospinal fluid was normal in 63 patients. In the 5 remaining cases we found slight changes of the fluid: a) hyperglycorrhachia in one case (0,98 g. °/oo) ; b) pleocytosis in two cases (15 cells per mm³, in one case and 7 cells per mm³ in another one) both luetic patients; c) pressure increase (270 mms. of water) in one patient with cardiovascular disorders; d) transitory pleocytosis, without any apparent cause than the Nicolas-Favre disease. In this series of 5 cases, only one (transitory pleocytosis) may be perhaps due to Lymphogranuloma venereum. Our studies do not confirm the investigations of those who often verified cerebrospinal fluid changes in patients presenting Nicolas-Favre disease, but free of serious clinical nervous symptoms.

Grande número de autores considera a linfogranulomatose venérea como moléstia infecciosa produzida por vírus, invadindo todo o organismo. Assim sendo, o sistema nervoso também seria atingido pelo processo. O exame do liqüido cefalorraqueano, nesses casos, poderia trazer uma contribuição valiosa; entretanto, os estudos feitos são deficientes. Procuramos fazer um estudo, conseguindo reunir 68 pacientes portadores dessa moléstia. Foram feitos exames do liqüido cefalorraqueano de doentes em tôdas as fases da moléstia. Assim, puncionamos 9 casos assintomáticos, 7 com cancro inicial, 3 com bubões ingüinais, 30 com proctite sem estreitamento, 8 com estreitamento e proctite, 4 com estreitamento, proctite e fistulas, 5 com estiomênio, 1 com estreitamento sem proctite e 1 com balanite. Todos êsses pacientes não apresentavam sintomatologia clínica meningoencefálica, ou apresentavam sintomas leves, tais como irritabilidade e cefaléia ou outras algias. O líqüido cefalorraqueano foi normal em 63 pacientes. Nos 5 casos restantes, encontramos pequenas alterações, a saber: hiperglicorraquia em um caso (0,98 g. por litro); hipercitose de 15 células por mm³ em um caso, e de 7 células por mm³ em outro, ambos em pacientes luéticos; aumento da pressão inicial (27 cm dágua) em paciente com perturbações- cardiovasculares; hipercitose transitória, sem outra explicação aparente que não a linfogranulomatose venérea. Portanto, apenas em um caso (hipercitose transitória) as alterações liquóricas poderiam talvez ser atribuídas à linfogranulomatose venérea. Assim, nossos estudos não confirmam os daqueles que verificaram grande freqüência de alterações do líqüido cefalorraqueano nos portadores da moléstia de Nicolas-Favre.
Idioma Português
Data 1949-12-01
Publicado em Arquivos de Neuro-Psiquiatria. Academia Brasileira de Neurologia - ABNEURO, v. 7, n. 4, p. 401-408, 1949.
ISSN 0004-282X (Sherpa/Romeo)
Editor Academia Brasileira de Neurologia - ABNEURO
Extensão 401-408
Fonte http://dx.doi.org/10.1590/S0004-282X1949000400004
Direito de acesso Acesso aberto Open Access
Tipo Artigo
SciELO S0004-282X1949000400004 (estatísticas na SciELO)
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/117

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