Demonstração do fenômeno "efeito gancho" na dosagem de prolactina por ensaio imunofluorimétrico em pacientes hiperlactinêmicos

Demonstração do fenômeno "efeito gancho" na dosagem de prolactina por ensaio imunofluorimétrico em pacientes hiperlactinêmicos

Autor Mendes, Ana Beatriz Valverde Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Abucham, Julio Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo Uma importante utilizacao clinica da dosagem da prolactina serica e detectar hiperprolactinemia causada por tumores hipofisarios e monitorizar sua terapia. Devido ao surgimento de valores falsamente baixos resultantes do oefeito ganchoo em ensaios imunometricos, erro diagnostico pode ocorrer. A causa do oefeito ganchoo em ensaio imunometrico executado com uma etapa e um excesso de antigeno que impede a ligacao simultanea dos anticorpos das fases solida e liquida a uma mesma molecula de antigeno, dando uma leitura falsamente baixa ou oganchoo. Nos estudamos o oefeito ganchoo em soro de 5 pacientes com prolactinoma e em liquido de um prolactinoma cistico utilizando ensaio imunofluorimetrico com uma e duas etapas. No ensaio com uma etapa, o soro (ou padrao) e o anticorpo monoclonal marcado foram adicionados sequencialmente e incubados nos pocos de microtitulacao contendo o anticorpo monoclonal de captura. No ensaio com duas etapas, o soro foi inicialmente incubado com o anticorpo de captura, seguindo-se uma lavagem e, entao, foi acrescentado o anticorpo marcado. O valor mais elevado na curva padrao de prolactina neste ensaio e 217 ng/mL e valores acima deste indicam a necessidade de diluicao. Em 4 pacientes, o soro foi diluido ate 100 vezes; em 1 paciente o soro foi diluido ate 4.096 vezes e o liquido extraido do tumor foi diluido ate 65.536 vezes. Os valores normais de prolactina serica neste ensaio sao de 0 a 15 ng/mL. Os valores de prolactina medidos pelo ensaio com uma etapa foram de 0,3 a 31,5 ng/mL nos nossos pacientes, e medidos pelo ensaio com duas etapas foram todos acima de 217 ng/mL. Apos a diluicao, os valores reais obtidos nos 6 pacientes foram de 1.320 a 2.601.780 ng/mL. Em todos os 6 casos, nos obtivemos valores falsamente baixos de prolactina utilizando o ensaio com uma etapa. Se estes valores tivessem sido aceitos, nossos pacientes teriam sido erroneamente diagnosticados como normoprolactinemicos, hiperprolactinemia nao tumoral ou pseudoprolactinoma (macroadenoma hipofisario nao-funcionante com hiperprolactinemia devido a compressao de haste) ao inves de prolactinomas. Portanto, nos recomendamos que os ensaios de prolactina sejam executados em duas etapas e, se necessario, com amostras diluidas para evitar valores falsamente baixos de prolactina devido ao oefeito ganchoo.
Assunto Prolactina
Fluorimunoensaio
Hiperprolactinemia
Idioma Português
Data 1996
Publicado em São Paulo: [s.n.], 1996. 34 p.
Editor Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 34 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Dissertação de mestrado
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/13603

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