Fatores que influenciam a sobrevida tardia de transplantes renais com boa funcao renal ao final do primeiro ano

Fatores que influenciam a sobrevida tardia de transplantes renais com boa funcao renal ao final do primeiro ano

Autor Tonato, Eduardo Jose Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo O progresso ocorrido na imunossupressao, nas tecnicas de crossmatch e na preservacao dos orgaos propiciou uma importante elevacao na sobrevida do enxerto renal durante o primeiro ano, entretanto a longo prazo a taxa de perda do enxerto tem permanecido constante. A maioria dos estudos que avaliam as causas de perda tardia do enxerto renal, nao analisam a importancia do grau de funcao renal alcancado ao final do 1o ano no calculo das sobrevidas. A diminuicao da sobrevida a longo prazo do enxerto renal pode ser, tambem, reflexo dos danos renais ocorridos durante as fases iniciais do transplante acarretando uma funcao renal precaria ao final do 1o ano, e consequentemente uma sobrevida tardia pior. Desta forma, realizamos um estudo de coorte retrospectivo em 336 receptores de primeiro transplante renal que alcancaram o final do 1o ano com uma funcao renal considerada adequada, ou seja, creatinina serica menor ou igual a 2,0 mg/dl. Analisamos de forma uni e multivariada a influencia na sobrevida tardia do enxerto relacionada ao tipo de doador, raca do receptor, imunossupressao utilizada, presenca de necrose tubular aguda, presenca de episodios de rejeicao aguda, reatividade contra painel, idade e sexo do doador. Partindo-se de sobrevidas de 100% ao final do 1o ano nas analises univariadas houve maior sobrevida do enxerto de receptores de doadores identicos em relacao aos receptores de doadores haploidenticos (p<0,05) com sobrevidas aos 3, 5 e 7 anos de 97%, 88% e 84% e 93%, 77% e 68% respectivamente. Isso ocorreu tambem em relacao aos receptores de enxerto de doadores cadaveres, porem com significancia limitrofe (p=0,05) com sobrevida dos receptores de doadores cadaveres aos 3, 5 e 7 anos de 91%, 82% e 72%. Nao houve diferenca significante entre as sobrevidas do enxerto de doadores haploidenticos e cadaveres. Esses dados estao em desacordo com a literatura onde observam-se sobrevidas proporcionalmente maiores a medida que se aumenta o numero de compatibilidades HLA entre doador e receptor. E possivel que o tamanho da populacao estudada possa estar relacionado a tais achados se compararmos com dados de alguns estudos multicentricos cuja populacao estudada foi maior. Contudo, tambem e possivel que esses achados simplesmente denotem a real falta de importancia da compatibilidade HLA, nas condicoes desse estudo, ou seja quando nao existe identidade total entre doador e receptor. A sobrevida do enxerto tambem foi menor em pacientes de raca nao-branca e naqueles que apresentaram, pelo menos, 1 episodio de rejeicao aguda durante o seguimento. O risco de perda do enxerto foi 2,08 e 1,76 vezes maior, respectivamente nos pacientes de raca nao-branca e naqueles com rejeicao aguda. Nenhum dos fatores estudados esteve associado a um risco maior de obito. Houve tendencia de maior mortalidade associada ao esquema imunosssupressor duplo com azatioprina e prednisona. Concluimos que, os episodios de rejeicao aguda e a raca nao-branca influenciaram negativamente a sobrevida do enxerto renal apos o 1o ano
Assunto Transplante de Rim
Sobrevivência de Enxerto
Idioma Português
Data 1997
Publicado em São Paulo: [s.n.], 1997. 91 p.
Editor Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 91 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Dissertação de mestrado
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/15247

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