Contribuição ao estudo das técnicas de análise do muco relativo à máquina simuladora de tosse, armazenamento e ângulo de adesão

Contribuição ao estudo das técnicas de análise do muco relativo à máquina simuladora de tosse, armazenamento e ângulo de adesão

Autor Gastaldi, Ada Clarice Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Jardim, José Roberto Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo Em individuos saudaveis, o epitelio traqueobronquico e coberto por uma fina camada de muco, porem este epitelio pode transformar-se no decurso de varias doencas respiratorias ou quando submetido a agressoes, e, neste caso, o muco pode ser produzido em maior quantidade e/ou com alteracoes nas suas propriedades fisicas e quimicas, tornando-se mais dificil de ser transportado. Ha aproximadamente 20 anos, foram desenvolvidos metodos para estudo in vitro das propriedades fisicas e transporte de secrecoes bronquicas, com o objetivo de melhor compreender as alteracoes patologicas e estabelecer propostas terapeuticas. Porem, apesar dos varios estudos existentes, nao existe uma uniformidade e justificativas quanto as tecnicas utilizadas, o que dificulta a comparacao dos resultados. No primeiro experimento, analisamos a influencia das variaveis diametro (4; 6; 8; 10 e 12 mm) e comprimento (13,4; 20; 26 e 30 cm) do tubo, pressao propulsora (4,2 e 2,1 Kgf/cm2) e tempo de liberacao do gas (0,25; 0,5 e 1 segundo), sobre o deslocamento de um gel viscoelastico num modelo de maquina simuladora de tosse. Cada variavel foi testada 12 vezes, com um total de 1440 testes. Mostramos que o deslocamento de um gel, simulando o muco bronquico, aumentou com a diminuicao do diametro do tubo e com o aumento do tempo de liberacao do gas e da pressao propulsora. O deslocamento diminuiu com o aumento do comprimento do tubo, porem sem seguir um padrao progressivo. Os maiores deslocamentos, de 16,13 a 19,42 cm, com a menor variabilidade foram obtidos com o tubo de 4 mm de diametro e 30 cm de comprimento, com pressao propulsora de 4,2 Kgf/cm2 e tempo de abertura da valvula de 1 segundo, que produziram um fluxo medio de 7,85 L/seg. No segundo experimento, estudamos a influencia do tamanho da amostra sobre o deslocamento de muco na maquina simuladora de tosse, utilizando o modelo de maquina simuladora de tosse padronizado anteriormente. Verificamos o deslocamento de gel com amostras de 0,002, 0,004 e 0,008 gramas. O deslocamento medio das 20 amostras de cada grupo aumentou com o aumento do tamanho da amostra, com significancia estatistica para 0,008 gramas em relacao a 0,002 grama, com um deslocamento 72% maior. No terceiro experimento, avaliamos a influencia da temperatura e tempo de armazenamento sobre amostras de muco de ra, armazenadas a 20 e 80 graus Celsius negativos, por um periodo de 90 dias, e foram avaliadas em relacao a sua transportabilidade e celularidade. Utilizamos amostras de muco de 10 ras, cada uma dividida em 10 partes, congeladas a 20 ou 80 graus Celsius negativos e analisadas no dia zero e no 2°, 10°, 30° e 90° dia de armazenamento. Observamos que nao houve nenhuma alteracao significante entre as amostras armazenadas nos diferentes periodos e diferentes temperaturas, quando analisados sua transportabilidade ciliar in vitro no palato de ra, seu deslocamento na maquina simuladora de tosse e a medida do angulo de adesao. Tambem a analise citologica nao mostrou alteracoes compativeis com padrao de degeneracao celular, mostrando que todas as maneiras de armazenamento testadas foram satisfatorias. E no quarto experimento, determinamos a medida do angulo de adesao durante 20 minutos, medidos no momento zero e apos 1, 2, 3, 4, 5, 10,15 e 20 minutos em nove amostras de muco de ra. A medida do angulo de adesao no momento zero foi, em media, 24 graus, valor considerado ideal para transporte, e houve uma diminuicao progressiva do angulo, com media de nove graus ao final de 20 minutos. As medidas no tempo zero, 1, 2 e 3 minutos, que nao mostraram diferenca entre si, foram estatisticamente maiores que as medidas de 15 e 20 minutos, tambem nao diferentes estatisticamente entre si. Houve uma correlacao negativa significante, com r = -0,7 (p < 0,05), entre as medidas de deslocamento na maquina simuladora de tosse e o angulo de adesao medido aos 15 minutos
Assunto Depuração mucociliar
Tosse
Reologia
Congelamento
Adesividade
Idioma Português
Data 1997
Publicado em São Paulo: [s.n.], 1997. 174 p.
Editor Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 174 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/15280

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