Efeito da reposição hormonal sobre os parâmetros da coagulação sanguínea e os marcadores do estado de hipercoagulabilidade em mulheres na pós-menopausa

Efeito da reposição hormonal sobre os parâmetros da coagulação sanguínea e os marcadores do estado de hipercoagulabilidade em mulheres na pós-menopausa

Autor Bonduki, Claudio Emilio Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Lourenco, Dayse Maria Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo O uso crescente da reposição hormonal na pós-menopausa decorre dos grandes benefícios que produz nos diferentes sistemas do organismo. No entanto, a grande preocupação reside nos riscos que esta terapia pode acarretar, principalmente quanto aos fenômenos tromboembólicos e cardiovasculares devido às alterações do sistema de coagulação. Com o intuíto de determinar se a reposição estroprogestativa na pós-menopausa ocasiona modificações no sistema de coagulação, estudou-se o tempo de protrombina, tempo de tromboplastina parcial ativado, tempo de trombina, fibrinogênio, plaquetas, tempo de lise de euglobulina e principalmente a antitrombina III e os marcadores do estado pré-trombótico (fragmento 1+2 e complexo trombina-antitrombina) em 29 mulheres climatéricas. Foram divididas em três grupos: 1- grupo A, constituído de 10 pacientes, que usaram estrogênios conjugados eqüinos por via oral, na dose de 0,625mg/dia; 2- grupo B, composto de outras 10 pacientes que receberam usando estrogênios conjugados eqüinos orais, na dose de 0,625mg/dia, associados ao acetato de medroxiprogesterona, 5mg/dia (12 dias/mês); 3- grupo C, formado por 9 pacientes, que utilizaram 17 beta-estradiol, na dose de 50ug/dia, por via transdérmica, associado ao acetato de medroxiprogesterona, 5mg/dia (12 dias/mês). O tratamento foi realizado por um ano. Analizaram-se os seguintes parâmetros: tempo de protrombina (TP), tempo de tromboplastina parcial ativado (TTPA), tempo de trombina (TT), fibrinogênio (FG), tempo de lise de euglobulina (TLE), antitrombina III (AT III) e fragmento 1+2, antes de se iniciar a reposição hormonal(T0) e após 3(T3), 6(T6) e 12(T12) meses de tratamento; o complexo trombina-antitrombina (TAT) foi analisado antes e após três meses de terapêutica. Os resultados foram comparados através dos testes estatísticos de Friedman, Mann-Withney e Wilcoxon. Foram considerados significantes quando p<0,05. Os resultados mostraram encurtamento significante do TP nos três grupos; aumento do FG (nos grupos B e C) no décimo segundo mês de tratamento; diminuição de AT III (no grupo B) no terceiro mês de terapia, retornando aos valores iniciais no sexto mês e aumento do fragmento 1+2 no grupo C aos três meses de uso da reposição hormonal, retornado aos valores iniciais no sexto mês. Diante destes resultados, pode-se aventar que as pacientes que utilizaram estrogênios por via oral, associados ao acetato de medroxiprogesterona, teriam maior risco de desenvolver fenômenos tromboembólicos no início da terapia, pois houve diminuição dos níveis de AT III no terceiro mês de tratamento. Além disso, as que receberam estradiol transdérmico associado ao acetato de medroxiprogesterona (grupo C) tiveram também aumento do fragmento 1 + 2 aos três meses de reposição hormonal. Já a reposição hormonal estrogênica isolada por via oral não determinaria aumento de risco..
Assunto Coagulação sanguínea/efeitos de drogas
Climatério
Estrogênios
Terapia de reposição hormonal
Idioma Português
Data 1997
Publicado em São Paulo: [s.n.], 1997. 91 p.
Editor Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 91 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/15465

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