Interferencia do soro anti-rabico heterologo na resposta anticorpica a vacina anti-rabica de tecido cerebral de camundongo recem-nascido

Interferencia do soro anti-rabico heterologo na resposta anticorpica a vacina anti-rabica de tecido cerebral de camundongo recem-nascido

Autor Bolzan, Vera Lucia Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo A raiva ainda e um importante problema de Saúde Publica no Brasil. Devido a acidentes com animais suspeitos ou comprovadamente raivosos, milhares de pessoas recebem o tratamento anti-rabico pos-exposicao, usando vacina anti-rabica de tecido cerebral de camundongos recem-nascidos associado ou nao ao soro anti-rabico heterologo de origem equina. Na literatura varios autores relataram a interferencia que o soro anti-rabico exerce sobre a resposta anticorpica da vacina anti-rabica, sendo esta mais importante quanto menor for a potencia da vacina empregada. Para vacinas cultivo celular este tipo de interferencia parece ser muito discreta nao interferindo no tratamento. Estudamos esta interferencia nos esquemas de vacinacao empregados rotineiramente no Brasil, para individuos primo vacinados, comparando as respostas de anticorpos neutralizantes nos esquemas de vacinacao e soro vacinacao. Observamos que tal interferencia ocorreu de forma significante nos pacientes que fizeram uso de soro, pois estes apresentaram titulos de anticorpos neutralizantes inferiores em relacao aos pacientes que nao usaram o soro. Porem com o uso de doses de reforco subsequentes esta interferencia foi superada e no fim do tratamento 100% dos pacientes apresentaram niveis satisfatorios de anticorpos; o que enfatiza a necessidade de se completar os esquemas vacinais com as doses de reforco. No fim do tratamento basico (antes dos reforcos) os pacientes que receberam soro apresentaram niveis de anticorpos ligeiramente superiores ao grupo que nao recebeu soro, porem tal fato ocorreu devido ao maior numero de doses empregadas no grupo que recebeu o soro heterologo, presenca de anticorpos heterologos e presenca de anticorpos IgM (nao protetores). Devido a este fato a dosagem de anticorpos neutralizantes nesta epoca do tratamento pode nao ser suficiente para orientar a suspensao do tratamento. Existem dificuldades operacionais na rede que favoreceram o atraso na aplicacao do soro anti-rabico. Avaliou-se a resposta anticorpica nos grupos que receberam soro no primeiro dia de tratamento e com 1 dia de atraso e observou-se que nao houve diferenca estatistica entre os grupos. Porem deve-se enfatizar a importancia do uso do soro o mais precocemente possivel uma vez considerada a exposicao grave, pois muitos casos de falha vacinal descritos em literatura sao relacionam a um atraso inicial no tratamento. O soro heterologo apesar da interferencia inicial na imunidade ativa neutraliza o virus no local da inoculacao, aumentando o periodo de incubacao da raiva. Observou-se que o soro associado a vacina e rapidamente eliminado e no decimo dia apenas 26,6% dos pacientes tinham anticorpos heterologos detectaveis, o que mostra a grande importancia do uso do soro heterologo tambem no local do ferimento como varios autores tem enfatizado
Assunto Vacinas Antirrábicas
Raiva
Formação de Anticorpos
Idioma Português
Data 1997
Publicado em São Paulo: [s.n.], 1997. 112 p.
Editor Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 112 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Dissertação de mestrado
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/15509

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