Craniofaringiomas

Autor Zanon, Nelci Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo Em 1985, TAKAHASHI et al. publicaram o resultado de sete pacientes portadores de craniofaringioma tratados com bleomicina intratumoral. Em 1989, BROGGI et al. publicaram 18 casos e em 1996, MOTTOLESE et al. apresentaram seus resultados com o tratamento da bleomicina intratumoral em 18 pacientes. A origem dos 21 casos de pacientes portadores de craniofaringioma predominantemente cistico estudados neste trabalho e brasileira e francesa. Entre os pacientes, 19 tinham craniofaringiomas virgens de tratamento previo e dois foram recidivas. O tempo entre os sintomas e diagnostico variou entre um mes a tres anos. A manifestacao clinica inicial foi atraves da associacao dos sintomas endocrinos, visuais e hipertensao intracraniana. Os sintomas endocrinos isolados estiveram presentes em sete pacientes. O metodo para colocacao do cateter intratumoral foi atraves de craniotomia em nove casos, estereotaxia em nove casos e trepanacao em tres casos. A dose da bleomicina utilizada foi de 2 a 10mg por aplicacao. As sessoes foram diarias ou em dias alternados. A dose total media da bleomicina foi de 60mg em cada ciclo. Dezessete pacientes receberam apenas um ciclo de bleomicina, tres pacientes receberam dois ciclos e um paciente recebeu tres ciclos de bleomicina. O follow-up foi de tres meses a seis anos. Os pacientes tratados foram criancas e adultos jovens, cujas idades variaram entre tres e 19 anos. Dez casos foram do sexo masculino e 11 casos do sexo feminino. Os bons resultados foram verificados em 12 dos 21 casos tratados, sendo tres com desaparecimento do tumor e nove com diminuicao do mesmo. O metodo de tratamento nao acrescentou morbidade endocrina. Foram observadas duas complicacoes: uma neurite optica transitoria durante o segundo ciclo de tratamento com bleomicina e uma crise convulsiva por extravasamento do quimioterapico. Somente tres pacientes tiveram hidrocefalia que foi tratada com derivacao ventriculo peritoneal antes do tratamento com bleomicina. Seis dos 21 pacientes foram submetidos a craniotomia para abordagem direta do craniofaringioma apos o uso da bleomicina: tres por recidiva cistica; dois apos as complicacoes descritas acima; uma abordagem sobre a parte solida do tumor. Um paciente foi encaminhado para radioterapia complementar sobre a porcao solida do craniofaringioma apos o tratamento com bleomicina
Assunto Humanos
Criança
Adolescente
Craniofaringioma
Bleomicina
Humanos
Criança
Adolescente
Idioma Português
Data 1997
Publicado em São Paulo: [s.n.], 1997. 65 p.
Editor Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 65 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Dissertação de mestrado
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/15513

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