Interrelacoes entre condicoes socio-economicas, sintomas de depressao e do transtorno do panico e suas influencias sobre o controle da pressao arterial em pacientes portadores de hipertensao arterial

Interrelacoes entre condicoes socio-economicas, sintomas de depressao e do transtorno do panico e suas influencias sobre o controle da pressao arterial em pacientes portadores de hipertensao arterial

Título alternativo In order to asses to the association between symptoms of depression or symptoms of the panic syndrome and the poor control of blood pressure in treatment hypertensive patients
Autor Leite, Geni Madiana Furquim Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo Com objetivo de se investigar uma possivel associacao entre a ocorrencia de sintomas de depressao ou do transtorno do panico e o controle da pressao arterial, foram estudados 240 individuos com diagnostico previo de hipertensao essencial, em tratamento, acompanhados regularmente pelo Sistema unico de Saúde no Hospital do Rim e Hipertensao. A amostra era constituida principalmente de mulheres (72,5°/a) sendo a media de idade de mulheres e homens de 55,7 ±11,1 51,1±14,1anos, respectivamente. Os instrumentos utilizados foram: Escala de Depressao de Beck (BDI - Beck Depression Inventory) e a Escala de Avaliacao Clinica de Sensacoes Corporais (ESC). Durante as entrevistas foram registrados os dados socio-economicos e demograficos dos pacientes. Os valores da pressao arterial das tres ultimas visitas clinicas, realizadas a cada tres ou quatro meses, foram obtidos diretamente dos prontuarios bem como dados de peso e altura da ultima consulta e ultimos resultados das determinacoes dos niveis sericos de colesterol, triglicerides e glicemia. Foram considerados acima dos niveis de controle os valores da pressao sistolica e diastolica (PAS/PAD) superiores a 140/90 mmHg A frequencia de individuos com controle precario da hipertensao foi de 22,5 e a frequencia de sintomas graves ou moderados de depressao foi de 34,2 por cento mas nao se detectou nenhuma associacao entre estas variaveis. Com relacao a ESC, para um maximo de 85 pontos, a media da populacao foi de 24,7±18,7 pontos sem que houvesse associacao significante entre esta variavel e o controle precario da pressao arterial. A media dos escores obtidos no BDI foram maiores nos individuos desempregados (24,9±16,7 vs. 19,1±15,5; p=0,007) e vitimas de violencia (23,8±17,1 vs. 19,0±9,9; p=0,047). A media dos escores obtidos na ESC tambem se mostraram maiores nos individuos vitimas de violencia (26,3 ± 18,8 vs. 20,0±18,2 ; p=0,022) ou mais expostos a violencia pelas condicoes do bairro (27,1±19,6vs.20,4±16,9; p=0,028). Maiores valores da PAS foram tambem encontrados em individuos vitimas de violencia (147±16,3vs143±14,3 mmHg; p=0,07). Correlacao significante foi observada entre os escores das escalas BDI e ESC (rs=0,407; p<0,01). Nossos resultados indicam que nesta populacao de pacientes hipertensos, o desemprego e a exposicao a violencia se associam a maior frequencia de sintomas depressivos e de sensacoes corporais caracteristicas do transtorno do panico. A ocorrencia destes disturbios, entretanto, parece nao contribuir de forma marcante para o controle precario da pressao arterial
Assunto Hipertensão
Depressão
Transtorno de Pânico
Idioma Português
Data 2003
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2003. 63 p.
Editor Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 63 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Dissertação de mestrado
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/18807

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