Colonização nasofaríngea pelo Streptococcus pneumoniae resistente a penicilina em crianças com doença falciforme

Colonização nasofaríngea pelo Streptococcus pneumoniae resistente a penicilina em crianças com doença falciforme

Título alternativo Nasopharyngeal colonization with penicillin-resistant Streptococcus pneumoniae in children with sickle cell disease
Autor Fonseca, Patricia Belintani Blum Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Farhat, Calil Kairalla Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo Com o objetivo de diminuir o risco de sepse pelo Streptococcus pneumoniae, devida a asplenia funcional que ocorre na doenca falciforme, tem sido indicado o uso profilatico e prolongado de penicilina. A resistencia crescente do pneumococo a penicilina vem sendo referida, o que e preocupante. Objetivos: Determinar a prevalencia de colonizacao nasofaringea pelo pneumococo em criancas com doenca falciforme, em uso de profilaxia com penicilina; identificar fatores de risco para colonizacao; sorotipar as cepas isoladas e avaliar a resistencia antimicrobiana. Metodologia: Foram colhidos 188 swabs de nasofaringe de 98 criancas de com doenca falciforme em acompanhamento no Hospital São Paulo Universidade Federal de São Paulo, no periodo de 09/04/02 a 28/0212003. O isolamento e identificacao dos pneumococos seguiram procedimentos' padronizados. A concentracao inibitoria minima (CIM) para penicilina foi determinada pelo metodo do E-teste. A sorotipagem foi realizada pela reacao de Neufeld-Quellung com antisoros para 46 sorotipos. Resultados: A idade variou entre quatro meses a 17 anos (media 6,8 ± 4,7 anos). Das 98 criancas do estudo, 13 apresentaram colonizacao pelo pneumococo (prevalencia de 13,3 por cento). Maior risco de colonizacao ocorreu em menores de dois anos de idade (p=0,02). A prevalencia de cepas com resistencia intermediaria a penicilina foi de 21,4 por cento, nao sendo evidenciada resistencia plena. Tambem nao houve cepas resistentes a eritromicina, ceftriaxona e vancomicina. Os sorotipos isolados mais frequentes foram o 18C e o 23F, sendo que dois sorotipos identificados nao estao incluidos na vacina pneumococcica 23-valente e nao tem imunidade cruzada com os sorotipos da vacina e sete nao constam da vacina conjugada 7-valente. Conclusoes: O uso profilatico de penicilina por tempo prolongado parece nao ter determinado aumento da resistencia do pneumococo, podendo ser usada para profilaxia e inclusive para o tratamento de episodios febris na crianca falcemica. E necessario o desenvolvimento de novas vacinas conjugadas para melhor protecao dos menores de dois anos de idade
Assunto Doença da Hemoglobina SC
Distribuição Espacial da População
Streptococcus pneumoniae
Farmacorresistência Bacteriana
Penicilinas
Idioma Português
Data 2004
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2004. 97 p.
Editor Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 97 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Dissertação de mestrado
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/18912

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