Estudo da interacao com receptores plaquetarios de metaloproteases de venenos de serpentes

Estudo da interacao com receptores plaquetarios de metaloproteases de venenos de serpentes

Título alternativo Study of interaction snake venom metalloproteinases with platelets receptors
Autor Ventura, Janaina de Souza Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo Os venenos de serpentes sao fontes ricas de diferentes classes de metaloproteases (SVMPs) que interferem no sistema hemostatico de suas vitimas. A hemostasia tem sido definida como o efeito combinado de mecanismos como vasoconstricao, adesao de plaquetas ao subendotelio, formacao de agregados plaquetarios, coagulacao e fibrinolise envolvidos na prevencao de perdas sanguineas e na recanalizacao da circulacao apos a formacao do coagulo intravenoso. Neste estudo avaliamos o efeito de duas metaloproteases do tipo 1 (PI) e duas do tipo 3 (PIII) similares entre si, purificadas dos venenos de serpentes do genero Bothrops, em parametros hemostaticos, tais como na funcao plaquetaria, interferencia em glicoproteinas de superficie, ativacao de FX e de protrombina, degradacao de fibrinogenio e plasminogenio. As PI, denominadas 8151 de B. brazili e P141 de 8. insularas sao proteinas fibrino(geno)liticas, capazes de ativar a protrombina. Berythractivase (Be) e uma PIII nao hemorragica purificada de 8. erythromelas, sua atividade principal e a ativacao da protrombina e Jararagina (Ja), uma PIII hemorragica altamente fibrino(geno)litica obtida do veneno de 8. jararaca. Todas as proteinas causaram uma ligeira inibicao na agregacao plaquetaria induzida pela trombina em diferentes concentracoes. B151 com 17M inibe 43 por cento ja P141 inibe 33 por cento. Be e Ja com 5 pM inibem 13 por cento e 31 por cento, respectivamente. Be, Ja (2M) e 13151 (9M) inibiram totalmente a agregacao plaquetaria induzida por colageno, porem o mesmo efeito nao foi observado para P141. A analise por citometria de fluxo mostrou que apos pre-incubacao por 30min todas as proteinas promoveram reducao de GPlba, receptor de trombina, na superficie plaquetaria. Este efeito foi abolido quando as proteinas foram tratadas com o EDTA. Ja para o receptor 21 do colageno, a PI 8151 promoveu um aumento da subunidade (31. Este efeito tambem foi abolido quando a proteina foi tratada com o EDTA. Be e Ja (2M) promoveram uma interferencia na subunidade 2, cujo efeito nao foi eliminado quando as proteinas foram tratadas com o EDTA, sugerindo que dominio catalitico nao foi o responsavel por esta atividade. Nao foram detectadas mudancas promovidas pelas proteinas na GPllb e na P-selectina (basal ou induzida pela trombina). Em relacao as proteinas de coagulacao, as proteinas Be e P141 sao capazes de gerar trombina ativa na presenca ou na ausencia dos componentes do complexo protrombinase doados por plaquetas e tambem ativam o FX. Todas as proteinas degradam as cadeias alfa e beta do fibrinogenio quando usadas na proporcao de 1:50, mas apos diferentes tempos de incubacao. Tambem degradam o plasminogenio na proporcao de 1:30 formando um fragmento semelhante a angiostatina. Em conclusao os resultados mostram diferencas de atividades entre as quatro proteinas que devem estar relacionadas as estruturas terciarias. Em relacao ao papel do dominio HEXXHXXGXXH pode nao ser ele o unico responsavel pela atividade das PIII no receptor de colageno, podendo o dominio tipo disintegrina atuar nesta atividade, onde a sequencia RGD e substituida em Be por DCD e em Ja por EM Todas as proteinas foram capazes de exercer basicamente as mesmas acoes dependendo da relacao dose substrato
Assunto Coagulação Sanguínea
Plaquetas
Glicoproteínas de Membrana
Venenos de Serpentes
Idioma Português
Data 2004
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2004. 127 p.
Editor Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 127 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Dissertação de mestrado
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/18950

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