O Estresse ocupacional em docentes de medicina e enfermagem de uma instituicao publica

O Estresse ocupacional em docentes de medicina e enfermagem de uma instituicao publica

Título alternativo The occupational stress in medicine and nursing faculty in a public institution
Autor Aranha, Fernando de Camargo Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo Introdução: Uma abordagem atual e relevante no cenario de pesquisas relacionadas ao estresse ocupacional refere-se ao modelo teorico de desequilibrio entre o esforco dispensado e a recompensa obtida no trabalho. O esforco e caracterizado pelo empenho do individuo diante das demandas advindas do trabalho em troca de diferentes recompensas: oportunidades de promocao e ganho financeiro, reconhecimento ou estima nas relacoes laborais, e seguranca ou estabilidade no emprego. O modelo contempla tambem o dominio definido como comprometimento excessivo (overcommitment - OC) com o trabalho, correspondente as caracteristicas pessoais de maior necessidade de controle, reconhecimento e dificuldade para se desligar dos compromissos. Nao foram identificados estudos relacionados as prevalencias de desequilibrio esforco-recompensa no trabalho e do comprometimento excessivo com o trabalho em docentes de medicina e enfermagem. Objetivos: 1) Estimar as prevalencias de desequilibrio esforco- recompensa e do comprometimento excessivo com o trabalho em docentes de medicina e enfermagem, 2) Verificar a existencia de associacao dessas variaveis de acordo com os grupos de docentes. Metodos: Foi realizado um estudo transversal com 232 docentes de uma instituicao publica do Estado de São Paulo no periodo de abril a novembro de 2009. Instrumentos aplicados: 1) Questionario socio demografico e ocupacional elaborado pelo pesquisador; 2) Questionario de desequilibrio esforco-recompensa no trabalho (Effort-Reward Imbalance - ERI). Foi utilizado o teste do qui quadrado para verificar a associacao das variaveis entre os grupos de docentes. Resultados: A prevalencia de desequilibrio esforco-recompensa nos docentes de enfermagem (31,3%) foi superior a dos docentes de medicina (14,1%), diferindo significativamente desta (p=0,006). As prevalencias do comprometimento excessivo com o trabalho foram similares nos docentes de enfermagem e medicina (45,8% e 39,7%, respectivamente), com diferenca nao significativa entre si (p=0,738). Conclusoes: A proporcao de docentes de enfermagem com desequilibrio esforco-recompensa foi 2,2 vezes maior em relacao aos de medicina. Ambos os grupos de docentes apresentaram elevadas prevalencias de comprometimento excessivo com o trabalho, o que evidencia, nestas categorias profissionais, marcantes caracteristicas pessoais de maior necessidade de controle e dificuldade para se desligarem dos compromissos advindos do trabalho
Assunto Humanos
Esgotamento Profissional
Epidemiologia
Docentes de Medicina
Docentes de Enfermagem
Humanos
Idioma Português
Data 2013
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2013. 45 p.
Editor Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 45 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/22813

Mostrar registro completo




Arquivos deste item

Arquivos Tamanho Formato Visualização

Não existem arquivos associados a este item.

Este item aparece na(s) seguinte(s) coleção(s)

Buscar DSpace


Navegar

Minha conta