Mortalidade ate 24, 48 e 168 horas apos o nascimento de prematuros de muito baixo peso nas capitais de estados da Regiao Nordeste do Brasil

Mortalidade ate 24, 48 e 168 horas apos o nascimento de prematuros de muito baixo peso nas capitais de estados da Regiao Nordeste do Brasil

Título alternativo Deaths up to 24, 48 and 168 hours after birth in very low birth weight preterm infants in the state capitals of Northeast Brazil: a prospective cohort multicenter study
Autor Castro, Eveline Campos Monteiro de Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo Objetivo Avaliar os fatores associados ao obito neonatal precoce de prematuros de muito baixo peso, nas capitais da regiao Nordeste, com 24, 48 e 168 horas apos o nascimento. Metodos Coorte prospectiva de base hospitalar de todos os nascidos com idade gestacional de 230/7-316/7 semanas e peso ao nascer de 500-1499g sem malformacoes, admitidos nas unidades de terapia intensiva de 19 maternidades publicas nas capitais da Regiao Nordeste, entre julho-dezembro/2007. As caracteristicas hospitalares, maternas e neonatais, a morbidade neonatal, os procedimentos e intervencoes neonatais foram comparados entre os prematuros que morreram ou sobreviveram ate 24, 48 e 168 horas de vida. As variaveis perinatais associadas ao obito ate 24 e 48 horas de vida foram determinadas por regressao logistica, com os resultados expressos em razao de chance (OR) e intervalo de confianca de 95% (IC95%). As variaveis perinatais associadas ao obito neonatal precoce foram determinadas pela regressao de Cox, com os resultados expressos por hazard ratio (HR) e IC95%. Resultados Dos 627 recem-nascidos incluidos no estudo, 179 (29%) morreram antes de 168 horas, dos quais 59 (33%) ate 24 horas e 97 (54%) ate 48 horas apos o nascimento. A regressao logistica para obito ate 24 horas mostrou associacao com hospital com melhor infraestrutura (OR=0,34; IC95% 0,17-071), peso ao nascer (2,94; 1,32-6,53), Apgar 5ºminuto <7 (7,17; 3,46-14,88) e sexo masculino (2,99; 1,39-6,47). A regressao logistica para obito ate 48 horas apos o nascimento mostrou associacao com hospital com melhor infraestrutura (OR=0,43; IC95% 0,24-0,79), hipertensao materna (0,31; 0,15-0,64), peso ao nascer <1000g (3,94; 2,14-7,27), Apgar 5ºminuto <7 (5,35; 2,97-9,63) e sexo masculino (2,67; 1,48-4,81). A regressao de Cox para obito neonatal precoce mostrou associacao com: ausencia do uso do corticoide antenatal (HR=1,59; IC95% 1,11-2,27), gestacao multipla (1,95; 1,28-3,00), sexo masculino (2,01; 1,40-2,86), Apgar 5 minutos <7 (2,93; 2,03-4,21), peso de nascimento <1000g (2,58; 1,70-3,88), idade gestacional <28 semanas (2,07; 1,42-3,02), uso de surfactante (1,65; 1,04-2,59), ausencia do uso de escala de dor (1,89; 1,24-2,89). Conclusao: Houve elevada mortalidade neonatal precoce e esta se associou a imaturidade, extremo baixo peso, baixa vitalidade ao nascer, sexo masculino, gemelaridade e baixa utilizacao de corticoide antenatal. A reposicao de surfactante nao exerceu papel protetor para obito neonatal precoce, comportando-se como marcador de gravidade clinica. A aplicacao de escalas de dor pareceu ser um marcador de defiCiências na qualidade da assistencia neonatal. Os resultados apontam falhas na assistencia nas unidades de terapia intensiva neonatal e sala de parto, capacitacao irregular de recursos humanos e baixa utilizacao de corticoide antenatal
Assunto Humanos
Prematuro
Recém-Nascido de Baixo Peso
Mortalidade Infantil
Mortalidade Neonatal Precoce
Unidades de Terapia Intensiva Neonatal
Humanos
Prematuro
Idioma Português
Data 2013
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2013. 110 p.
Editor Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 110 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/22859

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