Infecção perinatal pelo citomegalovírus em hospital público de São Paulo: estudo prospectivo

Infecção perinatal pelo citomegalovírus em hospital público de São Paulo: estudo prospectivo

Título alternativo Cytomegalovirus perinatal infection in a public hospital of São Paulo city: a prospective study
Autor Machado, Clarisse Martins Autor UNIFESP Google Scholar
Fink, Maria Cristina D. S. Google Scholar
Vilas Boas, Lucy S. Google Scholar
Sumita, Laura Massami Google Scholar
Weinberg, Adriana Google Scholar
Shiguematsu, Kenji Google Scholar
Souza, Ibiracy C. Google Scholar
Casanova, Lucy D. Google Scholar
Pannuti, Cláudio Sérgio Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Universidade de São Paulo (USP)
Hospital do Servidor Público Estadual
Resumo In order to demonstrate the occurrence of CMV perinatal infection in a middle socioeconomic class population, the authors conducted a 8-month prospective study in 37 children, not infected congenitally, born in a public hospital of São Paulo city, Prevalence of CMV-IgG antibodies in mothers, detected by immunoenzimatic assay (ELISA), was 92.7%. Survival analysis showed that the risk of acquiring CMV perinatal infection diagnosed by virus isolation in human fibroblasts was 30.9%. When the diagnostic method was detection of IgM class antibodies by indirect immunofluorescence the risk was 8.1% (p < 0.05). Milk samples inoculated in human fibroblasts failed to demonstrate the presence of virus. The infected children did not present any signal of disease in a 4-month follow-up.

Com o objetivo de se avaliar a magnitude da infecção perinatal pelo citomegalovírus em hospital público do município de São Paulo, os autores acompanharam prospectivamente 98 recém-nascidos até o quarto mês de vida. Amostras de urina foram coletadas ao nascimento e posteriormente a cada mês, para inoculação em tubos contendo fibroblastos humanos. Amostras de sangue foram coletadas ao nascimento, no segundo e quarto mês de vida para pesquisa de anticorpos IgM específicos para o CMV, pelo método de imunofluorescência indireta. Dos 37 recém-nascidos que foram acompanhados até o quarto mês de vida, 9 se infectaram neste período, com diagnóstico feito pelo isolamento do CMV. O risco de aquisição da infecção pelo citomegalovírus no período perinatal estimado pela tábua de sobrevivência foi de 30,9%. A pesquisa de anticorpos IgM por imunofluorescência indireta só permitiu tal diagnóstico em 2 casos (8,1%). A diferença observada entre os dois métodos foi estatisticamente significante (p = 0,015). O estudo da prevalência de anticorpos IgG pelo ensaio imunoenzimático nas mães das crianças mostrou taxas de 92,7%. Não se isolou CMV nas amostras de leite materno, coletadas mensalmente até o terceiro mês de lactação. O acompanhamento clínico evidenciou que as crianças infectadas apresentaram-se de forma assintomática e com desenvolvimento neurop-sicomotor normal até o quarto mês.
Assunto CMV
Infecção perinatal
Idioma Português
Data 1991-04-01
Publicado em Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo. Instituto de Medicina Tropical, v. 33, n. 2, p. 159-166, 1991.
ISSN 0036-4665 (Sherpa/Romeo)
Editor Instituto de Medicina Tropical
Extensão 159-166
Fonte http://dx.doi.org/10.1590/S0036-46651991000200012
Direito de acesso Acesso aberto Open Access
Tipo Artigo
SciELO S0036-46651991000200012 (estatísticas na SciELO)
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/277

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