Polineuropatia no paciente crítico: um diagnóstico comum em medicina intensiva?

Polineuropatia no paciente crítico: um diagnóstico comum em medicina intensiva?

Título alternativo Polyneuropathy in the critical ill patient: a common diagnosis in intensive care medicine?
Autor Canineu, Rafael Fernando Brandão Autor UNIFESP Google Scholar
Cabral, Marcella M. Autor UNIFESP Google Scholar
Guimarães, Hélio Penna Autor UNIFESP Google Scholar
Lopes, Renato Delascio Autor UNIFESP Google Scholar
Saes, Letícia Sandre Vendrame Autor UNIFESP Google Scholar
Lopes, Antonio Carlos Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
AMIB AMB
Resumo BACKGROUND AND OBJECTIVES: The diffuse axonal polyneuropathy, more commonly known as Critical Illness Polyneuropathy (CIP), has been discussed by authors by decades; however, it has only been deeply studied over the last thirty years, becoming more important as an important cause of long term dependence on mechanical ventilation by seriously ill patients in intensive care medicine. CONTENTS: A significant reason for such interest is due to the importance of the CIP as complication of the septic shock and in patients with multiple organ failure, as much as responsible for the prolonging hospitalization in the Intensive Care Unit, as for the gradual reduction of the chance of survival. It has been suggested that the polyneuropathy is related with cytokines and other mediators which would increase the permeability of the vases, resulting in endoneural edema and causing the axonal injury. It is difficult to do the initial diagnostic, which, in general, are only possibly recognized when the sepsis complications or the multiple organs failure have been satisfactorily controlled. The diagnosis is made through the eletroneuromiography exam, and although there is still no effective drug treatment other than the control of the basic illness, it is consensus among multidisciplinary team that the development of the CIP does not have to be understood as a way to reduce the intensity of treatment. CONCLUSIONS: Spit of your prevalence, it is still unknown the mainly factors which are physiopathology associated as soon as your correct therapy.

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A polineuropatia axonal difusa, hoje mais conhecida como polineuropatia do paciente crítico (PPC), tem sido relatada por autores há décadas, porém, apenas nos últimos 30 anos, ocupa maior importância como causa de dependência prolongada de ventilação mecânica, em pacientes gravemente enfermos internados em Unidades de Terapia Intensiva. Esta revisão teve por objetivo apresentar os princípios tópicos que norteiam a fisiopatologia, diagnóstico e tratamento desta doença em Medicina intensiva. CONTEÚDO: A importância da PPC como complicação inicial do choque séptico e em pacientes com disfunção de múltiplos de órgãos e sistemas (DMOS) está claramente descrita como responsável pelo prolongamento da permanência na UTI e, também pela redução gradativa da probabilidade de sobrevida. Sugere-se que a polineuropatia esteja relacionada com as citocinas envolvidas na sepse, além de outros mediadores que aumentariam a permeabilidade dos vasos, resultando em edema endoneural e lesão axonal. Seu início é de difícil diagnóstico, geralmente sendo possível apenas quando as complicações da sepse ou falência de múltiplos órgãos tenham sido adequadamente controladas. O diagnóstico é feito através da eletroneuromiografia. Apesar de ainda não haver nenhum tratamento medicamentoso efetivo, além do controle da doença de base, é censo comum, entre equipes multidisciplinares que o desenvolvimento da PPC não deve ser entendido como forma de reduzir os esforços do tratamento. CONLUSÕES: A despeito de sua prevalência, ainda permanecem desconhecidos os fatores claramente associados à sua fisiopatologia, bem como adequada terapia para o manuseio desta condição.
Assunto critical illness
Intensive Care
Polyneuropathy
Medicina Intensiva
paciente crítico
Polineuropatia
Idioma Português
Data 2006-09-01
Publicado em Revista Brasileira de Terapia Intensiva. Associação de Medicina Intensiva Brasileira - AMIB, v. 18, n. 3, p. 307-310, 2006.
ISSN 0103-507X (Sherpa/Romeo)
Editor Associação de Medicina Intensiva Brasileira - AMIB
Extensão 307-310
Fonte http://dx.doi.org/10.1590/S0103-507X2006000300014
Direito de acesso Acesso aberto Open Access
Tipo Artigo
SciELO S0103-507X2006000300014 (estatísticas na SciELO)
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/3227

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