A contribuição da percepção dos comportamentos e estilos parentais para o consumo de álcool por adolescentes

A contribuição da percepção dos comportamentos e estilos parentais para o consumo de álcool por adolescentes

Título alternativo Contribution of perception of parental behaviors and parenting styles to the consumption of alcohol by adolescents
Autor Zuquetto, Carla Regina Guimarães Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Noto, Ana Regina Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo [UNIFESP]
Pós-graduação Psicobiologia – São Paulo
Resumo Introdução: O álcool é a droga mais frequentemente utilizada por adolescentes em todo o mundo. No Brasil, levantamentos epidemiológicos mostram que oito em cada dez adolescentes já experimentaram bebidas alcoólicas aos 18 anos. Entre os fatores associados ao risco para o consumo de álcool por adolescentes, destacam-se o estilo parental e o consumo dos pais. Objetivo: Avaliar características parentais (estilos parentais e modelos de consumo) associadas ao consumo de álcool entre estudantes de 13 a 18 anos do Ensino Médio da rede pública e privada de ensino nas 27 capitais brasileiras. Método: Análise secundária de dados do VI Levantamento Nacional sobre o uso de drogas psicotrópicas entre estudantes das redes pública e particular de ensino das 27 capitais brasileiras. A amostra se restringiu aos estudantes de ensino médio, com idade entre 13 e 18 anos (n: 17028). Foram usados modelos de regressão logística para estimar a associação entre estilos parentais, embriaguez parental e consumo de álcool pelo adolescente, bem como Frações de Prevalência Atribuíveis para estimar a contribuição a nível populacional dos fatores estudados. Resultados: Apesar de ser proibida a venda e a oferta de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos, 65% dos adolescentes relataram o consumo de álcool no ano anterior à pesquisa, sendo que um 34,8% consumiram em padrão binge. Comparados às meninas, os meninos se intoxicam mais (consumo em padrão binge). Estilos parentais não-autoritativos (autoritário, indulgente e negligente) aumentaram a chance de consumo em padrão binge em 2,44 vezes, enquanto a embriaguez dos pais aumentou a chance em 1,91 vezes. Na hipótese de uma relação causal entre o comportamento dos pais e o consumo em padrão binge pelos adolescentes, os estilos parentais não-autoritativos tiveram uma contribuição maior a nível populacional do que a embriaguez dos pais. Conclusão: Os resultados sugerem que tanto estilos parentais nãoautoritativos quanto a embriaguez dos pais tem um papel importante no comportamento de beber dos adolescentes. A nível populacional os estilos parentais não-autoritativos tem uma contribuição maior para a prevalência de consumo em padrão binge do que a embriaguez dos pais.
Assunto Adolescente
Bebedeira
Beber pesado episódico
Relações pais-filhos
Estilos parentais
Idioma Português
Financiador Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Associação Fundo de Incentivo à Psicofarmacologia (AFIP)
Data 2013
Publicado em ZUQUETTO, Carla Regina Guimarães. A contribuição da percepção dos comportamentos e estilos parentais para o consumo de álcool por adolescentes. 2013. 108 f. Dissertação (Mestrado) – Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo. São Paulo, 2013.
Editor Universidade Federal de São Paulo [UNIFESP]
Extensão 108 p.
Direito de acesso Acesso aberto Open Access
Tipo Dissertação de mestrado
URI http://hdl.handle.net/11600/41518

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Nome: Carla Regina Guimarães Zurquetto.pdf
Tamanho: 3.680Mb
Formato: PDF
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