Efeitos da pentoxifilina na anemia resistente à eritropoetina em pacientes sob hemodiálise

Efeitos da pentoxifilina na anemia resistente à eritropoetina em pacientes sob hemodiálise

Título alternativo Pentoxifylline effects on the resistant anemia to erythropoietin in hemodialysis patients
Autor Antunes, Sandra Azevedo Autor UNIFESP Google Scholar
Teixeira, Maria Do Carmo B. Google Scholar
Gabriel Júnior, Alexandre Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Fundação Universitária de Ciências da Saúde de Alagoas Departamento de Medicina
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Resumo Anemia in end stage renal disease occurs due to the reduction in the production of erythropoietin caused by the decrease in functional renal mass. Erythropoietin has been indicated in the treatment of anemia however, about 5% of patients are resistant to this treatment. In erythropoietin resistance, it is necessary to increase the dosage to more than 12000 U/Kg/weekly, but even so the hematocrit target, which should remain between 33 and 36%, is not reached. Pro-inflammatory cytokines are significantly associated to resistance to erythropoietin treatment and so pentoxifylline is used to inhibit the production of these pro-inflammatory cytokines. This study was carried out with hemodialysis patients at the Ribamar Vaz Institute of Nephrology - in the Santa Casa de Misericórdia Hospital of Maceió. Patients with diagnoses of resistance to erythropoietin received 400mg VO pentoxifylline after hemodialysis over a period of six months. The hematocrit and C-reactive protein (CRP) concentrations were analyzed three times: in the first month, at the end of three months (12 patients) and at the end of six months (7 patients). The mean CRP of the 12 patients in the first month was 5.65 and in the third month it was 2.58. However, in the sixth month, with the 7 patients remaining in the protocol, it was 4.55. No significant differences were observed. The final average hematocrit concentration of the patients was 28.74%. The average hematocrit concentration, in the six-month evaluation that preceded the project, was 26.22%. Statistically-relevant differences were not observed in the 12 patients followed up for 3 months or in the 7 that concluded the study. No correlations between the levels of CRP and hematocrit concentration were observed. However, in our sampling, the mean basal CRP was not high and this might have been an important factor to explain the difference between our results and other published reports. Thus, we conclude that there are no benefits with the use of pentoxifylline. However, further, more comprehensive studies are necessary in order to investigate the use of this drug as support in erythropoietin resistanc.

A anemia na insuficiência renal crônica deve-se à redução da produção de eritropoetina, devido à diminuição da massa renal funcionante. A eritropoetina tem sido preconizada para o tratamento da anemia, no entanto, cerca de 5% dos pacientes são resistentes à mesma. A resistência à eritropoetina é definida como a necessidade do uso de uma dose maior que 12.000U/kg por semana, sem atingir o hematócrito alvo de 33% a 36%. As citocinas pró-inflamatórias têm uma associação importante com a anemia resistente ao tratamento com eritropoetina (EPO). A pentoxifilina tem sido usada para inibir a produção dessas citocinas pró-inflamatórias. Este estudo foi realizado com os pacientes sob hemodiálise no Instituto de Nefrologia Ribamar Vaz, do Hospital da Santa Casa de Misericórdia de Maceió-Al. Os pacientes com diagnóstico de resistência à eritropoetina receberam pentoxifilina na dose de 400 mg VO, após hemodiálise por seis meses. Avaliamos o hematócrito e a proteína C reativa (PCR) em dois momentos: ao final de três meses com 12 pacientes e, ao final de seis meses, com sete pacientes. A média de PCR dos 12 pacientes, no primeiro mês, foi de 5,65 mg/l. No terceiro mês, de 2,58 mg/l. Porém, no sexto mês, considerando apenas os sete que terminaram o projeto, foi de 4,55 mg/l. Não foi observada diferença significativa. A média final dos hematócritos(Htc) observada nos pacientes foi de 28,74 %. A média dos Htc na avaliação de seis meses que precederam o início do projeto, foi de 26,22%. Não foi observada diferença estatisticamente significante, quer nos 12 pacientes acompanhados por três meses ou nos sete que conseguiram concluir o estudo. Não observamos correlação entre os níveis de PCR e os de hematócrito. No entanto, em nossa amostragem, a média de PCR basal não estava elevada e este pode ter sido um fator importante nos resultados díspares em relação aos dados da literatura. Sendo assim, concluímos que, em nossa amostra, não obtivemos benefícios com o uso da pentoxifilina. Porém, certamente se fazem necessários estudos mais amplos e controlados para que se possa chegar a conclusões que norteiem a indicação clínica desta droga como coadjuvante da EPO.
Assunto Anemia
end stage renal disease
renal dialysis
erythropoietin
Anemia
insuficiência renal crônica
hemodiálise
eritropoetina
Idioma Português
Data 2008-08-01
Publicado em Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia. Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia e Terapia Celular, v. 30, n. 4, p. 303-308, 2008.
ISSN 1516-8484 (Sherpa/Romeo)
Editor Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia e Terapia Celular
Extensão 303-308
Fonte http://dx.doi.org/10.1590/S1516-84842008000400014
Direito de acesso Acesso aberto Open Access
Tipo Artigo
SciELO S1516-84842008000400014 (estatísticas na SciELO)
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/4477

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